Ideias para uma gestão financeira saudável.

A Gestão Financeira com certeza é um dos pilares mais importantes entre aqueles que sustentam e mantêm o bom andamento da empresa e o bom relacionamento com colaboradores, clientes e parceiros.
No segundo semestre de 2016 falou-se muito em contabilidade e responsabilidade fiscal nos expedientes das longas sessões que ocorreram no Senado em Brasília/DF, onde o termo “Contabilidade Criativa” foi muito citado.

Afinal, o que é?
Existem algumas definições para esse termo, apresentamos aqui algumas delas:
MONTERREY (1997): “Transformar as contas anuais do que tem que ser no que se prefere que seja, onde para a implantação deste tipo de prática se requer encobrir os princípios e normas contábeis, ou abandonar a uniformidade na sua aplicação”.
CORDEIRO (2003): “Prática contábil que está no limite entre o que é permitido legalmente, pelas próprias opções que as normas e leis estabelecem, e o que é considerado fraude/manipulação, para lesar a terceiros”.

Segundo as definições acima, a prática da chamada “Contabilidade Criativa” certamente gerará riscos em longo prazo para a administração da empresa que adota esse tipo de controle e prestação de contas.
Para que a administração das finanças do seu negócio seja sempre saudável, vamos analisar três práticas que são consideradas fundamentais para uma vida longa para a empresa.

Manter o ponto de equilíbrio

Ponto de Equilíbrio é um indicador de segurança do negócio. Ele mostra o quanto é preciso vender, em produtos ou serviços, para que se obtenha lucro.
Ponto de Equilíbrio = (Custo Fixo / (Receita – Custo Variável)) x 100

Para descomplicar essa fórmula pense no seguinte: subtraindo o custo variável de uma receita hipotética chegaremos ao faturamento de R$865.000,00 anual. O custo fixo anual foi de R$391.000,00. Então temos: 391.000 / 865.000 x 100 = 45,20%.

Se a empresa estima faturar 15% a mais no próximo ano, o cálculo ficará assim.
R$865.000,00 + 15% e a conta ficará assim: 994.750 x 45,20% = R$449.627,00, este será o valor estimado que seu negócio precisará vender em produtos ou serviços para que não haja lucro e nem prejuízo.

Monitorar o fluxo de caixa

Começo esta etapa com a frase: “O que não é mensurado, não pode ser controlado”.
O controle do fluxo de caixa deve considerar as entradas e as saídas, seja para despesas do dia a dia, para realização de investimentos, para aquisição de ativos ou até estoques e contratação de pessoas, o que influencia diretamente nos custos da organização. Tudo isso deve estar alinhado com o Orçamento e o Plano de Negócio da empresa.

Ter Capital de Giro

Também conhecido como capital de trabalho, ele é usado para financiar a continuidade das atividades da empresa de forma rápida e com reposição imediata também.

Toda empresa precisa de um prazo para receber de seus clientes, porém este prazo pode não ser o mesmo disponibilizado pelo fornecedor que a atende. A empresa poderá vender a prazo e ter que pagar à vista, o capital de giro evitará que ela fique no vermelho.

Quando não se tem uma boa administração do capital de giro e o planejamento é inadequado, a empresa acaba tendo que recorrer a recursos externos, indo em busca de crédito em bancos, por exemplo, para manter suas atividades e cobrir as dívidas. Ao fazer uso desta estratégia emergencial o empreendedor fica vulnerável às taxas e condições do banco, o que poderá comprometer as finanças da empresa em longo prazo.

Existe uma fórmula bem simples para calcular o quanto uma empresa precisa ter de capital de giro, mas antes entenda o que significa cada sigla.
CGL = Capital de giro líquido
AC = Ativo circulante (aplicações financeiras, caixa, bancos, contas a receber, etc)
PC = Passivo circulante (Contas a pagar, fornecedores, empréstimos)
Fórmula: CGL = AC – PC

A adequada administração do capital de giro compreende avaliar o momento atual, as sobras e as faltas de recursos financeiros bem como os reflexos gerados por tomadas de decisões referentes a movimentações financeiras.
Atenção dedicada ao movimento financeiro da empresa nunca é demais, pois uma administração ineficiente do capital de giro com certeza irá influenciar o fluxo de caixa.

Por fim, gerenciando bem essas três práticas explicitadas acima, você estará muito perto de alcançar crescimento e desenvolvimento plenos da sua empresa.

Fonte: ProFinanceiroSEBRAEEndeavor

 

Redação: Lucas D. Silva
Revisão: Alzira Xavier


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